quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Processo de Impeachment de Collor e Dilma: semelhanças e diferenças


De início gostaria de esclarecer que esta postagem não tem qualquer intenção de defender partido. Como professora de História, me vejo no direito de explicar aos leitores do blog as causas e as diferenças dos processos de impeachmente do presidente Collor de Melo e da presidente Dilma. Deixo bem claro!

Então vamos lá!

Desde que assumiu o segundo mandato, a presidente Dilma Roussef sofre pressão de grupos que pedem seu impeachment, já Fernando Collor de Melo, teve dois anos antes do mesmo processo tramitar no Congresso Nacional. 

Vinte e três anos separam as duas realidades. Em muitos aspectos, o que acontecia na década de noventa se parece muito com o que temos hoje.

A popularidade de Collor começou a ficar abalada com o famoso e odiado, CONFISCO DA POUPANÇA, em março de 1990. 



Dois anos depois, os Caras Pintadas iam para as ruas, impregnados pelo espírito da minissérie Anos Rebeldes. 






Humoristas faziam piada e grandes nomes da música e da tv apoiavam a queda do presidente. 



Em 2015, são poucos os artistas que levantam bandeira contra a Dilma, apesar dos baixíssimos índices de aprovação da petista. 


Assim como Collor, a presidente foi alvo de grandes protestos nas ruas. Chegaram a pedir intervenção militar. 


Sem contar as calorosas manifestações nas redes sociais. 


Em 1992, Lula era o principal nome da oposição e ganhou força com a queda do CAÇADOR DE MARAJÁS. 


Hoje, Aécio Neves tem uma posição parecida com a ocupada pelo petista naquela época. 



A denúncia que derrubou Collor, foi feita pelo Congresso com base em um conjunto de evidências , com direito a briga de família. A mais forte, era de Pedro Collor, que garantia, o irmão sabia dos casos de corrupção envolvendo PC Farias, o tesoureiro de campanha. 


O Congresso, então, instaurou uma CPI que decidiu pelo pedido de IMPEACHMENT. 


Já o processo contra a Dilma, afirma que ela cometeu crime de responsabilidade, as famosas PEDALADAS FISCAIS. 



Ela, entretanto, não é objeto de nenhuma investigação, mas os escândalos, como o da corrupção na Petrobrás, ajudam a fragilizar a imagem da presidente que ainda enfrenta uma forte crise econômica.



 A cereja do bolo contra Dilma é Eduardo Cunha. O algoz da petista, deflagrou o processo de impeachment  após se ver ameaçado pela bancada do PT e  decidiu votar pelo processo de sua cassação. 



Itamar Franco, era o vice de Collor, e assumiu a presidência em dois de outubro de 1992. 

Se aprovado o impeachment de Dilma, quem ocupa a vaga, é o peemedebista Michael Temer.


Fonte: texto baseado no videográfico do site http://zh.clicrbs.com.br/
Imagens: Google Imagens
Vídeos: Youtube

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