segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A HISTÓRIA DA LITERATURA DE CORDEL

Na época dos povos conquistadores greco-romanos, fenícios, cartagineses, saxões, etc, a literatura de cordel já existia, tendo chegado à Península Ibérica (Portugal e Espanha) por volta do século XVI. 
Na Península a literatura de cordel recebeu os nomes de "pliegos sueltos" (Espanha) e "folhas soltas" ou "volantes" (Portugal). Florescente,principalmente, na área que se estende da Bahia ao Maranhão esta maravilhosa manifestação da inteligência brasileira merecerá no futuro, um estudo mais profundo e criterioso de suas peculiaridades particulares.

        O grande mestre de Pombal, Leandro Gomes de Barros, que nos emprestou régua e compasso para a produção da literatura de cordel, foi de extrema sinceridade quando afirmou na peleja de Riachão com o Diabo, escrita e editada em 1899:

 
"Esta peleja que fiz
não foi por mim inventada,
um velho daquela época
a tem ainda gravada
minhas aqui são as rimas
exceto elas, mais nada."

Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou no balaio e no coração dos nossos colonizadores, instalando-se na Bahia e mais precisamente em Salvador. Dali se irradiou para os demais estados do Nordeste. A pergunta que mais inquieta e intriga os nossos pesquisadores é "Por que exatamente no nordeste?". A resposta não está distante do raciocínio livre nem dos domínios da razão. Como é sabido, a primeira capital da nação foi Salvador, ponto de convergência natural de todas as culturas, permanecendo assim até 1763, quando foi transferida para o Rio de Janeiro.

Na indagação dos pesquisadores no entanto há lógica, porque os poetas de bancada ou de gabinete, como ficaram conhecidos os autores da literatura de cordel, demoraram a emergir do seio bom da terra natal. Mais tarde, por volta de 1750 é que apareceram os primeiros vates da literatura de cordel oral. Engatinhando e sem nome, depois de relativo longo período, a literatura de cordel recebeu o batismo de poesia popular.

Foram esses bardos do improviso os precursores da literatura de cordel escrita. Os registros são muito vagos, sem consistência confiável, de repentistas ou violeiros antes de Manoel Riachão ou Mergulhão, mas Leandro Gomes de Barros, nascido no dia 19 de novembro de 1865, teria escrito a peleja de Manoel Riachão com o Diabo, em fins do século passado.



Sua afirmação, na última estrofe desta peleja (ver em detalhe) é um rico documento, pois evidencia a não contemporaneidade do Riachão com o rei dos autores da literatura de cordel. Ele nos dá um amplo sentido de longa distância ao afirmar: "Um velho daquela época a tem ainda gravada".





A CORDELISTA DO CEARÁ

Aqui no Ceará, temos uma mulher que é apaixonada por cordéis. A arte de escrever cordéis para ela é sua própria alma. Estou falando de Maria Ivonete Bezerra de Morais, nascida em Fortaleza, dia 5 de janeiro de 1953.
Além de cordelista, é 
  • socióloga, 
  • funcionária pública da STDS, 
  • graduada em Sociologia pela UNIFOR, pós-graduada no curso de especialização "Família uma Abordagem Sistêmica", pela UFC.
  • concluiu o curso de iniciação e aperfeiçoamento em Literatura de Cordel na Casa do Cantador.
  • Primeira-secretária da  Associação dos Escritores, Trovadores e Folheteiros do Estado do Ceará. (AESTROFE)
Toda essa bagagem literária e intelectual, fez fluir o dom para dar continuidade em escrever seus versos em poesia. 


Ivonete tem alguns cordéis publicados pela Tupynanquim Editora, são eles:
  • 23 de abril.
  • Dia Mundial do Livro.
  • Programa criança fora da rua dentro da escola.
  • Família de A a Z.
  • O amor de A a Z.
  • Cordéis da cearense Ivonete Moraes

  • Mulher- expressão de lutas e conquistas.

A poetiza é um exemplo de amor por nossa cultura - cultura nordestina - e esse amor deu a ela o 1º lugar no Concurso de Poesia dos Servidores Públicos do Estado do Cearácom o cordel O amor de A a Z.


Em parceria com Nonato Araújo escreveu os cordéis:

Eu e a cordelista Ivonete Morais








  • Luiz Gonzaga, o rei que cantou e encantou o Brasil. (2012)
  • Patativa do Assaré - o nosso eterno poeta popular. (2012)
  • Eu nasci - Tatá do Mucuripe. (2012)












Eu tive a honra de receber de suas mãos o cordel: Luiz Gonzaga, o rei que cantou e encantou o Brasil ,   autografado. 




Parabéns Ivonete! Continue nos encantando com seus poemas.

Fonte das informações históricas: ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel
Informações sobre a cordelista:  cordel, Luiz Gonzaga, o rei que cantou e encantou o Brasil. (2012)

Nenhum comentário:

Postar um comentário