sexta-feira, 25 de setembro de 2015

OS HOMENS-BOMBA E O TERRORISMO



O que move os terroristas e qual a origem de 

seu ódio? 

Quais são os limites deste ódio?

Ao que parece, não há limites. O treinamento de um terrorista, sobretudo o dos “homens-bomba” é criteriosamente estruturado. A fé é a maior - ou talvez a única - convicção de todos eles. Não se trata de luta por território, por liberdade ou dignidade, trata-se apenas de obediência ao líder supremo: Alá!

Um terrorista não se faz da noite para o dia. Opressão falta de liberdade, lavagem cerebral, miséria organizada, entenda como se dá o processo de formação de um mártir islâmico!

# Recrutamento de crianças - Segundo a CNN, 90% dos suicidas que recebem treinamento militar do movimento islâmico no interior do Paquistão têm entre 12 e 18 anos. Para aliciar as crianças, as facções terroristas prometem a elas uma série de "prazeres celestiais", como recompensa pelo "sacrifício".

# Cenário reconfortante - No complexo do Taliban, grupo que atua no Afeganistão e no Paquistão, existem quatro salas decoradas com pinturas coloridas em que são retratados “paraísos”, paisagens arborizadas e rios que brotam leite e mel. As pinturas se contrapõem ao cenário árido e duro da região em que se localiza o complexo, mas causa nas crianças que cresceram em meio a fome, miséria e sujeira, uma clara sensação de reconforto.

 # Os pais - As crianças muitas vezes são enviadas pelos próprios pais para esses centros de treinamento. Os pais imaginam que lá seus filhos receberão uma boa educação, baseada nos ensinamentos islâmicos. Além disso, lá eles serão alimentados, e isso pesa na decisão dos pais que muitas vezes não fazem ideia do tipo de educação a que seus filhos serão submetidos.

# Lavagem cerebral - Desde cedo, as crianças aprendem que a vida é um desperdício. Como cresceram cercadas por violência e miséria, são facilmente condicionadas a acreditar no que ensinam nos campos de treinamento. Aprendem também que seu sacrifício em nome de Alá serve como passagem imediata para o céu, onde poderão desfrutar de diversas recompensas. As crianças passam então a acreditar que sua verdadeira vida só começa depois de sua morte.

# Treinamento - Durante a vida, estas pessoas recebem todo tipo de treinamento de manipulação de armas, preparação de coletes suicidas e táticas de emboscada. Algumas facções concedem ajuda financeira às famílias de homens-bomba. Em muitos casos, este valor serve como incentivo final ao mártir que sente-se mais tranquilo ao saber que sua família estará “amparada”.





#Perfil dos mártires - Pesquisas apontam que a maioria dos mártires são jovens entre 15 e 25 anos que carregam alguns complexos, como o de inferioridade e não têm personalidade bem desenvolvida, além de serem idealistas e bastante impressionáveis. Ironicamente, são pessoas que lutam incessantemente contra a morte, e a única forma de acabar com o tormento é morrendo e sendo recompensado no paraíso.


O TERMO HOMEM-BOMBA É ALGO RECENTE


Os primeiros terroristas suicidas que explodiam o próprio corpo apareceram entre os séculos 14 e 16. 

"Naquela época, o Império Turco-Otomano vivia um período de expansão. Uma das armas de seu Exército eram os guerreiros suicidas conhecidos como bashi-bazouks, que se precipitavam contra fortificações ou linhas de batalha do inimigo", diz o historiador Márcio Scalércio, da Universidade Cândido Mendes (RJ). 

Depois vieram os anarquistas da Rússia czarista, os camicases japoneses durante a Segunda Guerra e os guerrilheiros vietnamitas a partir da década de 50. 

Mas é bom esclarecer que a expressão "homem-bomba" e a popularização da prática são bem mais recentes - mais precisamente, nos conflitos do Oriente Médio dos últimos 20 anos. Tudo leva a crer que a guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi o marco fundante para essa cultura de terroristas explosivos. 
Inspirados pelas ações de xiitas iranianos, grupos radicais palestinos como Hamas, Jihad Islâmica e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa fizeram do homem-bomba sua arma favorita na luta contra Israel. Hoje, jovens são doutrinados em escolas muçulmanas ou mesquitas e recebem prêmios pelo "ato de fé" - o ex-ditador iraquiano Saddam Hussein chegava a pagar 25 mil dólares para a família de um suicida. 

E a moda macabra já lança tendências: no Sri Lanka e na Chechênia já existem mulheres-bomba e, na Palestina, os terroristas não são mais mortos de fome sem perspectivas. Uma pesquisa recente mostrou que a maioria dos homens-bomba palestinos vêm da classe média e têm boa educação.

Vestidos para matar
Carregados de explosivos, suicidas usam disfarces até o momento do atentado
MASSINHA PERIGOSA

O explosivo conhecido como C-4 (ciclotrimetileno-trinitramina) tem consistência maleável, semelhante à argila. Depois de ser acionado por uma carga elétrica, o C-4 explode quase instantaneamente, voando por um raio de centenas de metros. A ironia é que os Estados Unidos são os principais fabricantes desse explosivo plástico

DESTRUIÇÃO MULTIPLICADA

Pregos, bolinhas de ferro e pedaços de vidro são embalados junto com a massa explosiva. Quando a bomba é acionada, o material é arremessado com um impulso que supera em várias vezes a velocidade do som, alojando-se no corpo das vítimas. A hemorragia causada pelos estilhaços causa mais mortes que o impacto da explosão

O ÚLTIMO TRAJE

Embora não haja um padrão de roupa, no Oriente Médio os homens-bomba costumam usar um cinturão ou um colete com vários bolsos, onde são colocados pacotes contendo até 9 quilos de explosivo. Esse traje é usado sob a roupa normal do terrorista. Assim, disfarçado, ele chega ao alvo sem ser identificado


FOGO NA BOMBA

Nos atentados mais recentes, homens-bomba palestinos têm usado detonadores elétricos ligados a uma pilha. Quando o botão é acionado, a pilha emite um leve impulso elétrico, que logo detona toda a carga de C-4




CÍRCULO DO TERROR

Um homem-bomba consegue ferir pessoas a um raio de até 200 metros da explosão. Na hora da detonação, os terroristas escolhem locais cheios de gente, como centros comerciais


Nenhum comentário:

Postar um comentário