sábado, 7 de julho de 2012

A DITADURA DA BELEZA




Dr Augusto Cury no prefácio de seu livro, A Ditadura de Beleza e Revolução das Mulheres destaca, que durante décadas tem investigado como psiquiatra o que se pode dizer ultima fronteira da ciência a mente humana .Ele denuncia o massacre emocional nas sociedades modernas, escreve sobre ele em forma de ficção, um romance que ecoa do fundo de sua alma. Para o desenvolvimento de seu livro utilizou dados reais através de emoções intensas e excitantes, cujo objetivo é dissecar um câncer social que tem feito literalmente centenas e milhões se seres humanos infelizes e frustrados em especial mulheres e adolescentes. Cerca de 600 milhões de mulheres sentem-se escravas dessa masmorra psíquica. É a maior tirania de todos os tempos e uma das mais devastadoras da saúde psíquica o padrão inatingível de beleza amplamente difundido na TV, nas revistas, no cinema, nos desfiles, nos comerciais, penetrou no inconsciente coletivo das pessoas e as aprisionou no único lugar em que não é admissível ser prisioneiro dentro de si mesmas. O autor revela que tem na mente, a imagem de jovens modelos que , apesar de supervalorizadas, odeiam seu corpo e pensam em desistir da vida também Recorda de pessoas brilhantes e de grande qualidade humana que não queriam frequentar lugares públicos, pois se sentiam excluídas e rejeitadas por causa da anatomia do seu corpo e dos portadores de anorexia nervosa que tratou. Embora magérrimos, reduzidos a pele e ossos, controlavam os alimentos que ingeriam para não engordar. Como não ficar perplexo ao descobrir que há dezenas de milhões de pessoas nas sociedades abastadas que, apesar de terem uma mesa farta, estão morrendo de fome, pois bloquearam o apetite devido à intensa rejeição por sua auto imagem? Mais de 98% das mulheres não se vêem belas. Isso não é uma loucura? Vivemos uma paranoia coletiva. Os homens controlaram e feriram as mulheres em quase todas as sociedades, considerados o sexo forte, são na verdade seres frágeis, pois só os frágeis controlam e agridem os outros. Eles também são vitimas dessa ditadura como crianças e adolescentes . Com vergonha de sua imagem, angustiados, consomem cada vez mais pro­dutos em busca de fagulhas superficiais de prazer. A cada segundo destrói-se a infância de uma criança no mundo e se assassina os sonhos de um adolescente. É o desejo do autor que muitos deles possam ler atentamente esta obra para poderem escapar da armadilha em que, inconscientemente, correm o risco de ficar aprisionados .Finalmente destaca que para fazer esta revolução, de aventura , lagrimas e alegrias devemos nos inspiram no homem que defendeu as mulheres em todos os tempos Jesus Cristo o qual fez das prostitutas seres humanos e das despregadas princesas. Drº. Augusto Cury
Resumo do prefácio do livro por Ismaelita Nascimento



UM POUCO DE HISTÓRIA

Em um mundo onde o culto ao corpo é cada vez mais presente, os adolescentes são invadidos diariamente por padrões de beleza muito específicos, seja pela televisão, publicidade, revistas, internet, desfiles de moda, entre tantos outros meios. A busca pela beleza torna-se quase incessante!
Seja garota ou garoto, a questão é que a busca desenfreada pela juventude e beleza se torna um grande problema para aqueles que sofreram algum tipo de perda, que se acham feios. Esse problema torna-se a cada dia mais comum e começa cada vez mais cedo.
Mas essa ditadura da beleza não começou agora, pode-se citar como exemplo a China Milenar, onde era costume enfaixar os pés das meninas nobres para que os pés não crescessem. Pé pequeno era sinal de delicadeza e de feminilidade.



Mas qual o motivo de estar cada vez mais "belo" perante a sociedade?

A verdade é que envelhecer ou estar feio para os padrões de beleza causa sofrimento a algumas pessoas, em vista que muitos adolescentes são fortemente influenciados e ainda vivem pela imagem e não pelo conteúdo.



E quais são as consequências que essa Ditadura da Beleza pode causar?



Para indústrias e empresas, essa ditadura é sinônimo de lucros, já que quanto mais cedo os adolescentes se sentirem insatisfeitos com a imagem, maior será os rendimentos acumulado.
Já as consequências para o adolescente, é manter-se escravizado por esse lema, visando que a moda e a beleza nunca tem um fim, a insatisfação da pessoa que convive com essa ditadura nunca vai acabar também.
A ditadura da beleza vive em nossa sociedade, e por mais que tentamos nos opor, na maioria das vezes uma bela imagem,  nos fazem levar o produto pretendido. Somos consumistas, isso é fato, mas devemos nos controlar e evitar os exageros.
“A diferença entre o remédio e o veneno é a dose!”

(Por Gustavo )

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DITADURA DA BELEZA X ATITUDES 
EXTREMAS
por **Maurício de Maio


O dismórfico é aquele que não consegue se enxergar como é na realidade, mas como imagina que seja. Meninas anoréxicas, por exemplo, sempre se veem gordas diante do espelho, embora estejam esqueléticas.
Muito antes de Vinícius afirmar que beleza é fundamental, a necessidade de ser belo já influenciava a sociedade no culto e na aspiração de atingir o padrão estético vigente. Há casos em que essa pressão atua de forma perversa, e leva o indivíduo a desenvolver distúrbios psicológicos sérios.
Na natureza, a beleza tem um papel importante para a evolução, pois determina a seleção dos parceiros. É por isso que, em geral, os machos são mais coloridos e vistosos, pois precisam se sobressair para seduzir as fêmeas. Com a raça humana tem acontecido justamente o oposto. Enquanto os homens são valorizados por sua capacidade intelectual e pelo sucesso profissional e financeiro, o que está diretamente relacionado à função de manter e sustentar a família, as mulheres tornaram-se objeto da beleza. Espera-se, então, que sejam eternamente jovens e atraentes.

Há sociedades que chegam a atitudes extremas. Na China Milenar, por exemplo, era costume enfaixar os pés das meninas nobres para que os pés não crescessem. Pé pequeno era sinal de delicadeza, ao mesmo tempo em que simbolicamente representava o controle masculino. É possível citar ainda as famosas Mulheres-Girafa da Ásia, que usavam argolas na adolescência para aumentar de duas a três vezes o comprimento do pescoço. Assim como no caso das meninas chinesas, a ideia aqui não era só adequá-las a um padrão estético, mas também mantê-las sob o domínio dos homens, já que não poderiam mais sobreviver sem as argolas.

Se voltarmos à era pré-histórica, quando os homens saíam para caçar e as mulheres ficavam o tempo todo em casa cuidando dos filhos, entendemos, por exemplo, o porquê de a pele clara ter se tornado sinônimo de beleza. O fato é que elas praticamente não se expunham ao sol. Isso se perpetuou até a década de 20, com o look bronzeado proposto por Channel, que passou a ser associado à saúde e sensualidade.
Com a chegada ao mercado de trabalho, cada vez mais mulheres preferem adiar o casamento em detrimento do desenvolvimento profissional. Ainda assim elas continuam a ser selecionadas pelos parceiros em função da beleza, ou seja, precisam estar sempre bem cuidadas e arrumadas.
Nem mesmo os momentos de crise impediram que as mulheres continuassem a investir em beleza. Há registros de que durante a Segunda Guerra Mundial os gastos com cosméticos chegaram a superar os com alimentos. Esse fenômeno, que recentemente voltou a se manifestar com a crise financeira internacional, foi batizado pelos especialistas econômicos de “Lipstick Effect”.
A verdade é que envelhecer e não atender ao padrão de beleza causa sofrimento a algumas pessoas. Exemplo disso é que mulheres muito belas na juventude tendem a entrar em depressão com a perda do alto padrão estético. É quando iniciam uma busca desenfreada por procedimentos rejuvenescedores e, pela falta de conhecimento, acreditam que o excesso de produtos trará de volta os anos que passaram, o que é tecnicamente impossível e nada natural.

De uns cinco anos para cá, os homens também começam a sofrer com a ditadura da beleza. Não somente os metrossexuais, indivíduos altamente focados nos cuidados pessoais e com a imagem, mas também executivos de altos cargos que se sentem impactados pelo envelhecimento, que prejudica o desenvolvimento e manutenção de seu status profissional, tornaram-se símbolo desse novo padrão de comportamento masculino que valoriza a estética.
Seja homem ou mulher, a questão é que a busca desenfreada pela juventude e beleza se torna um grande problema para aqueles que sofreram algum tipo de perda, que se acham velhos.     Pessoas que sofreram retaliação na infância e/ou adolescência, período importante do desenvolvimento psicológico, podem apresentar traumas difíceis de curar. Há casos em que mesmo após uma cirurgia plástica corretiva, o paciente continua se vendo com o nariz grande e largo, no mesmo padrão de sua adolescência.
Michael Jackson, um dos exemplos mais famosos de cirurgia plástica feita de forma obsessiva e irresponsável.

Também são muito comuns situações em que o indivíduo renega seus sinais raciais. Os asiáticos vão atrás das cirurgias popularmente conhecidas como de “ocidentalização”, nas quais é possível deixar os olhos mais abertos, arredondados e com o sulco palpebral evidente. A mudança do nariz é demanda recorrente, também por parte de afrodescendentes. Enquanto os asiáticos querem aumentar a altura do perfil do nariz, os afrodescendentes buscam o afinamento da ponta e das narinas.


Chamados de distúrbios dismórficos, os casos considerados mais graves revelam pacientes extremamente preocupados e angustiados com mínimos detalhes de sua aparência e nunca se satisfazem com nenhum tratamento. Acabam se fragilizando muito quando, em especial, não atingem seu objetivo, que na maioria das vezes é irreal.

O fato de existirem técnicas que possibilitam essas modificações não significa que não haja um limite. Não se pode esquecer que após cada ato cirúrgico há um processo inflamatório e de fibrose. E quanto mais se opera uma determinada área, mais risco existe de comprometer a vascularização e a nutrição das estruturas faciais.
Recentes avanços na medicina possibilitam o uso de métodos não-cirúrgicos, promovendo resultados similares ou iguais sem o risco excessivo de fibrose, necrose parcial ou total do tecido. Entretanto, isso não isenta a responsabilidade que o médico tem de orientar seu paciente sobre os limites para não prejudicar a saúde, ainda mais quando for detectado qualquer problema psicológico.

Independente do que seja feito e de como a sociedade evolua, a beleza tende a continuar a exercer um papel de ditadora. Trata-se, como já vimos, de um instinto de sobrevivência. Mesmo assim, a busca pelo padrão estético ideal ou pela juventude pode ser vista como um estímulo à busca pelo equilíbrio e por uma vida mais saudável. Basta que, para isso, cada um tenha consciência de seus limites. Sejam médicos ou pacientes.




E VOCÊ? USA A MODA OU DEIXA A MODA TE USAR?

Um comentário:

  1. Excelente post, muito bem armado. De fato a beleza parece ser um sucedâneo para a própria subjetividade como se sendo belo o sujeito de despojasse do dever ser-a-si. Se Platão está certo então a felicidade reside no fundo da harmonia. Entretanto não existe um "padrão de beleza ideal", o Photoshop tornou-se a lei na era da imagem. Depois a beleza é traiçoeira, uma vez que ao perder seu viço perde seu valor e como dito causa depressão. No fundo, nao passa da nossa miserável vaidade que é nada mais nada menos que o desejo imoderado de ser admirado pelos outros. Embora a colaboração entre pessoas e países seja indispensável para a preservação de nossa existencia e prosperidade, imagina que vida mediocre viver em função do desejo e aprovação do outro? Isso nao é algo que um livre-pensador possa admitir para si mesmo. Outra coisa, quando somos ignorantes é que os outros são grandes coisas .Essas mulheres de capas de revistas tão desejadas pelos homens e admiradas pelas mulheres nao passam do que os filósofos chamam de "mera vida", ou seja, são umas pobres coitadas que vivem do seu corpo tanto quanto uma prostitua qualquer. Embora eu respeite todos.
    Um beijo, minha bela.

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