segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A HISTÓRIA DO SALTO ALTO

Como sempre, tudo começa no Egito. Sapatos de solado alto, foram vistos em túmulos egípcios que datam de cerca de 4.000 aC. Também os açougueiros egípcios usavam um sapato com solado maior para manter os pés longe do sangue das carnes.










Nos teatros da Grécia Antiga, os atores de papéis importantes e nobres se destacavam usando sapatos com solados mais altos com sola de madeira ou cortiça. A prática foi adotada em 200 aC pelos romanos, que as chamaram de kothorni. Na renascença o “kothorni” foi chamado de coturno.

Na Roma antiga, o sapatos de salto alto eram usados para identificar as prostitutas.

Em 1300, no Oriente Médio, o salto de madeira foi decorado com marfim e usado em casas de banho públicas para proteger os pés contra do calor e umidade do local. Como ao andar o som emitido era de “aplausos”, o nome recebido foi  kabkab, eles eram decorados em madrepérolas e prata. Nas casas de banho, homens usavam uma versão do Kabkab sem enfeites.











Na idade Média, para proteger da sujeira das ruas e dos excrementos humanos, homens e mulheres adotaram sapatos com solados bem altos em madeira, tipo um tamanco.





 Em 1400, o chapim, ou sapatos de plataforma, foram usados na Turquia. Na Europa foram chamados de chopines, a plataforma chegava a mais de 50 cm de altura, alguns relatos dizem que as cortesãs de Veneza começaram a usar e só depois a nobreza adotou o calçado, porém acredito mais na segunda versão que começa na nobreza e as cortesãs para se vestirem como as mulheres de classe alta, adotam as chopines.
As mulheres elegantes da riqueza de toda a Europa foram vistas lutando para andar em chopines apoiadas por servos ou homens de cavalaria. Extremamente desconfortáveis, limitavam o andar e eram até perigosas. As mulheres, de certa forma, ficavam submissas, com movimentos restritos, à exemplo dos sapatos de lótus das chinesas. Concubinas chinesas e odaliscas turcas usavam sapatos altos ​​não só por razões estéticas, mas também para impedir as mulheres de escaparem do harém .







Elas literalmente ficavam acima das outras pessoas, mostrando poder, quanto maior a chopine, maior o nível social. No renascimento a Chopine chegou em seu ápice, se tornando popular.

No século XV, na  Espanha, a maior parte do abastecimento de cortiça do país ia para a produção dos sapatos. Chopines espanholas eram feitas de cortiça, enquanto chopines italianas eram feitas de madeira. Mulheres espanholas usavam saias acima de suas chopines,  que eram feitas com  materiais  luxuosos









Mulheres venezianas escondiam as enormes chopines de madeira por baixo dos vestidos, alongando assim as suas saias.

 




Em 1500, os sapatos começaram a ter divisão no de salto e não aquela única plataforma da chopine.



Catherine de Medici, por ter estatura pequena, mandou confeccionar sapatos com salto para o casamento com Henrique II, da França. Quando chegou em Paris com os sapatos de salto a aristocracia tratou de copiar a novidade. 





Em 1670, uma lei do Parlamento proibiu muitos apetrechos para as mulheres casadas, incluindo dentes artificiais, maquiagem, perucas e as chopines. A punição resultou em divórcio, tortura e até mesmo execução.

1700, o rei Luís XIV da França adota os saltos de 5 centímetros. Ele decretou que apenas a nobreza podia usar saltos e nenhum salto poderia ser maior do que o dele. No rococó,os saltos afinaram e ficaram maiores.




Em 1791, Napoleão baniu salto alto para mostrar a igualdade. Em 1860, o salto volta a se tornar popular, a invenção da máquina de costura permitiu uma maior variedade de sapatos. Na era vitoriana pés pequenos e a curva que o salto alto provocava nos pés eram símbolo de beleza e sensualidade.




Nos anos 20 o salto estilo Luís XIV foi usado pelas mulheres.



Em 1930, com a crise, os saltos ficaram mais pesados e largos.







Em 1940, época de guerra, os saltos continuam grossos, porém mais altos, acredito que para ter mais durabilidade. Carmem Miranda lança moda com suas plataformas.



Em 1950 o designer de sapatos Roger Vivier junto com Dior, criam o salto stiletto. os sapatos com salto extremamente fino e bico que estreitavam os pés. Stilettos foram muitas vezes proibidos de edifícios públicos, porque eles causaram danos físicos aos andares.




Em 1960 os saltos voltam a ficar mais quadrados e baixos, dando mais liberdade para as mulheres.



Em 1970 a plataforma no estilo chopine volta a moda.








Em 1980 os saltos voltam a afinar, as mulheres estão ganhando poder e o salto volta a ser símbolo de status.

 
Designers ajudaram a criar os saltos muito altos da década de 1990, como Jimmy Choo e Emma. 
 
Princesa Diana usando Jimmy Choo
                                                                    

A versão contemporânea da chopine foi usada por Lady Gaga, este foi criado pelo designer Noritaka Tatehana.








Imagens: Reprodução


 Fonte: Vanessasena.com

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

A HISTÓRIA DO BEIJO

A história do beijo na boca

Se o primeiro beijo foi dado na pré-história, ninguém sabe, ninguém viu (ou, pelo menos, ninguém registrou). Não há desenhos em cavernas, artesanatos ou pinturas em tecidos que indiquem o costume de encostar os lábios entre nossos ancestrais. Nem a civilização egípcia, prodigiosa em suas expressões artísticas e provas documentais, que retratou em pinturas e esculturas seus hábitos de caça, alimentação e até suas relações sexuais, deixou qualquer traço que pudesse sugerir um beijo.

A história do beijo na boca

As mais antigas referências do beijo na boca vieram do Oriente, mais precisamente dos hindus. Há um registro de aproximadamente 1200 a.C., no livro védico Satapatha (textos sagrados em que se baseia o bramanismo), recheado de sensualidade: “Amo beber o vapor de seus lábios”. Mais explícito e  malicioso, o Mahabarata (poema épico com mais de 200 mil versos, compilados em aproximadamente 1000 a.C.) descreve: “Pôs a sua boca em minha boca, fez um barulho e isso produziu em mim um prazer”.

Algum tempo depois, outro texto indiano, o Kama Sutra, um compêndio sobre os preceitos do prazer escrito entre 400 e 200 d.C., apresentou uma versão mais amadurecida sobre o assunto, com cerca de 200 passagens detalhando a prática, a moral e a ética do beijo. 


A história do beijo na boca

A importância do Kama Sutra não é só a de fornecer talvez o primeiro glossário sobre o tema. Ele é a principal referência para determinar a idade do beijo. Segundo o antropólogo americano Edgar Gregersen, em seu livro Práticas Sexuais – A História da Sexualidade Humana, o texto tem um importante papel histórico, pois dá a pista de que o costume de beijar representa uma continuação de tradições muito anteriores. “O Kama Sutra está repleto de referências históricas e geográficas que remetem a tradições antigas. A partir dele podemos rastrear as origens do beijo e concluir que ele é mais velho que a civilização hindu e mais jovem que a pré-história”, afirma Gregersen.


Alexandre, o Grande beijador

Alexandre , O Grande


Se os hindus foram pioneiros ao descrever suas aventuras bucais, os invasores de suas terras devem ter sido os primeiros difusores da prática: os soldados de Alexandre, o Grande. Eles dominaram parte da Índia, entre 327 e 325 a.C., e, quando partiram para outras terras, levaram na bagagem esse ensinamento lascivo. A partir de então, por onde passavam, em sua trilha de guerras e conquistas, espalharam o hábito de beijar.


Foi mais ou menos assim – entre tapas e beijos –,e por essa época, que o hábito estreou em grande estilo na capital do mundo antigo: Roma. Lá, com os requintes do tempero local, ele desmembrou-se em três versões: 
  • o osculum, o beijo de amizade; 
  • o basium, mais sensual, entre homem e mulher; 
  • o savium, que o poeta Ovídio definiu como “de língua, voluptuoso e vergonhoso”. 
Outro poeta romano, Catulo, descreveu-o como “mais doce do que o doce da ambrosia”. 

A história do beijo na boca

O BEIJO PARA OS GREGOS

Para os gregos o beijo tinha funções protocolares, quase burocráticas: beijava-se para selar um acordo e para demonstrar respeito. Os cidadãos de mesmo nível social encostavam os lábios. Se um deles era de uma casta inferior, o beijo era no rosto. E quando a diferença social era ainda maior, os lábios de um desciam aos pés do outro.


A IGREJA CRISTÃ PROÍBE O BEIJO

A história do beijo na boca

Se até então tudo era festa, a partir do século IV os beijoqueiros passaram a enfrentar uma crescente oposição da Igreja Cristã. 
Incomodada com a sensualidade do beijo e preocupada em eliminar esse símbolo do Império Romano, ela o instituiu como um gesto religioso, de adoração às imagens dos santos e louvação a Deus. 
Nos anos de trevas que se seguiram na Europa, ao longo da Idade Média, o beijo permaneceu ilícito e perigoso, acusado de propagar doenças do corpo e da alma
Mas, mesmo com todas as restrições, ele resistia e ganhava adeptos. Tanto que, no século XII o Papa Inocêncio III travaria uma verdadeira cruzada contra o inimigo, banindo-o dos ritos religiosos e proibindo-o na vida mundana. “Beijo com objetivo de fornicação é pecado mortal, mesmo que a fornicação não se consume”, dizia o édito de Sua Santidade. Tarde demais. O beijo já fazia parte dos hábitos sociais e íntimos dos casais.

No século XVII, já glamourizado e muito popular nas cortes europeias, o beijo de língua, o savium dos romanos, ganhou o nome que tem até hoje: beijo francês. Na época, os puritanos ingleses ficaram impressionados com o grau de libertinagem que caracterizava o beijo em terras gaulesas. 
Pelas mãos da Inglaterra, os franceses ficariam para sempre conhecidos aos olhos do mundo pela volúpia com que se entregavam às carícias labiais. O curioso é que, na França, o beijo de língua ficou conhecido como beijo inglês. Mais do que revanchismo, os franceses associavam o beijo de língua à importância que os ingleses davam àquela forma de beijar, que para eles era tão comum.                                                                                              


O BEIJO DOS PRÉ-COLOMBIANOS

A história do beijo na boca

Existe certo paralelismo histórico no que toca à trajetória do beijo. Nem todo esporte labial de alcova advém dos hindus. Na Antiguidade, populações pré-colombianas viam no ato de unir os lábios um gesto quase suicida
“Eles acreditavam que a alma poderia sair pela boca e que o beijo era uma maneira de arrancá-la do corpo”, afirma o antropólogo Fernando Segolin, professor da PUC de São Paulo. 
Ou seja, havia o beijo, mas com um sentido completamente diferente da tradição indo-europeia. (Que, felizmente, é a que chegou até nós.) O contato labial era geralmente ritual e simbolizava a intenção de comer a outra pessoa, uma manifestação do aspecto antropofágico dessas culturas.


VOCÊ SABIA QUE OS ÍNDIOS BRASILEIROS

 NÃO BEIJAVAM NA BOCA?

 Os índios brasileiros, apesar de serem conhecidos pela maneira espontânea com que lidam com o sexo, a nudez e as demonstrações de carinho, não beijavam antes da chegada dos europeus.
 “Não é uma questão de pudor, tabu ou medo. O beijo simplesmente não fazia parte dos hábitos afetivos da maioria dos índios, soava como algo estranho, sem sentido”, diz a antropóloga Betty Mindlin, da PUC de São Paulo. 

OS JAPONESES NÃO TINHAM 

UMA PALAVRA PARA DESIGNAR O BEIJO

Menos indiferentes, mas também reprovadores, os japoneses, até a metade do século XX, não tinham sequer uma palavra para designar o beijo. Quando foi exposta em Tóquio, em 1924, a escultura O Beijo, de Auguste Rodin, célebre artista francês, gerou protestos inflamados. 


O Beijo, de Auguste Rodin


Só a partir da influência norte-americana no Japão, na segunda metade do século XX, o beijo passou a ser chamado de kissu, importado do kiss inglês. Segundo Otto Best, filósofo alemão e professor de Literatura da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, o repúdio ao beijo no oriente não está ligada ao beijo em si, mas ao caráter público da intimidade. 

“Por muito tempo se pensou que os japoneses não se beijavam. Hoje, sabe-se que, a exemplo dos chineses, eles mantinham esse hábito, mesmo antes da influência ocidental, porém de maneira discreta, restrita à intimidade dos casais. Ainda hoje, os japonese mantêm uma certa resistência em beijar em público”.


POR QUE NOS BEIJAMOS?

A história do beijo na boca


De início, é preciso dizer que parece não haver relação entre o ato de beijar e qualquer instinto primordial e inato. Há mais de um século, o próprio Charles Darwin tratou do assunto no livro A Expressão das Emoções no Homem e nos Animais, de 1872. “Nós europeus estamos já tão habituados ao beijo como um sinal de afeto, que o poderíamos considerar como inato para a humanidade. No entanto, não é o caso”, escreveu Darwin.

Só os humanos se beijam. Há comportamentos similares nos animais, mas nenhum com conotações sexuais e emocionais. Segundo Otto Best, considerado o pesquisador que mais se aprofundou no tema – seus dois livros sobre o assunto, Der Kuss, Eine Biographie (“O Beijo, Uma Biografia”) e Die Sprache der Kusse (“A Língua dos Beijos”), ambos inéditos no Brasil, são considerados referências obrigatórias –, o hábito de beijar carrega heranças culturais e naturais, as duas passadas de mãe para filho. 

“O aspecto instintivo se baseia na alimentação boca-a-boca, praticada por povos primitivos e herdada de nossos ancestrais. Já o beijo cultural surgiu como um símbolo para demonstrar afeto e intimidade” 
(Otto Best).


A história do beijo na boca

Para o antropólogo Vaughn Bryant, da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, deve haver uma raiz comum entre o beijo moderno e nossos hábitos primevos. Mas ela poderia, no máximo, indicar uma motivação para o prazer. 

“O beijo pode ter evoluído do hábito de lamber o corpo de outros de nossa espécie, durante os rituais de catação de parasitas, ou da troca de alimentos entre mãe e cria, ambos comportamentos comuns à maioria dos primatas” (Vaughn Bryant) 

Ele crê ter sido o olfato que nos aproximou. 

“O beijo é um comportamento aprendido e arrisco dizer que surgiu como uma saudação proveniente do hábito de nossos ancestrais de cheirar os corpos uns dos outros. Eles tinham o olfato muito desenvolvido e identificavam pelo faro, não pela visão, seus parceiros sexuais” (Vaughn Bryant).

 A prática teria evoluído para o beijo, quando o homem primitivo percebeu que unir as bocas era mais prazeroso que friccionar os narizes.
Ainda assim, o beijo com o nariz persiste até hoje. 

“Nas ilhas do sul do Pacífico, por exemplo, não existe o hábito de unir os lábios, mas sim o de esfregar os narizes em sinal de afeto ou disposição sexual” (Vaughn Bryant).


O QUE ACONTECE DURANTE O BEIJO?

A história do beijo na boca

Durante o beijo você:
  •  movimenta 29 músculos, dos quais 17 são da língua. 
  • Os batimentos cardíacos aceleram, vão de 60 a 150, fazendo uma espécie de exercício pro coração. 
  • Um beijo caprichado gasta em média 12 calorias. 
  • o beijo estimula a liberação de hormônios que causam bem-estar. 
  • Na troca de saliva, a boca é invadida por cerca de 250 bactérias, 9 miligramas de água, 18 de substâncias orgânicas, 7 decigramas de albumina, 711 miligramas de materiais gordurosos e 45 miligramas de sais minerais.


A IMPORTÂNCIA DO BEIJO PARA A HISTÓRIA

A história do beijo na boca


Acreditam alguns que o ato do beijo não é natural, mas que com o tempo fora aprendido.Que o hábito tem origem na relação mãe e filho. Há milhares de anos, depois de sugar o peito, a criança recebia alimentação sólida mastigada pela mãe e passada à boca, como fazem certos tipos de aves. O que contraria certas culturas da Nova Guiné e do sudoeste da África que tinham o hábito de fornecer comida mastigada aos bebês, mas nunca se beijaram até ter o primeiro contato com europeus. 

Alguns historiadores acreditam que o beijo está relacionado ao ato de cheirar e de reconhecer pelo odor os indivíduos de uma mesma família.

O beijo é um fator muito importante no relacionamento e repleto de significados para homens e mulheres. Algumas prostitutas, por exemplo,não beijam porque o ato de beijar significa ter intimidade. 


O BEIJO: UM ATO SAGRADO

Desde a época de Cristo, o beijo já possuía sua importância, como o famoso beijo de Judas.

O beijo de Judas

 Considerado um dos beijo mais famosos do mundo, foi o beijo que Judas Iscariotes usou para trair Cristo antes da crucificação dele. Um beijo que possui profundo significado nas práticas espirituais cristãs.


O BEIJO NA IDADE MÉDIA

Na Idade Média Idade Média, o beijo foi também uma demonstração de status na sociedade. Os súditos de um rei deveriam antes beijar seu anel, seu manto, suas mãos, ou mesmo o chão. Da mesma forma, as pessoas pressionavam os seus lábios no anel do papa. O beijo na boca representava uma espécie de contrato entre o senhor feudal e o vassalo (significava “dou minha palavra”). 


CURIOSIDADE!!

Foi apenas no século XVII que os homens acabaram com o hábito de beijar uma pessoa do mesmo sexo, sem afeto envolvido.


DO SAGRADO AO COMUM

A história do beijo na boca


Não há muitos registros sobre os beijos no mundo ocidental até a época do Império Romano. Os romanos costumavam usar o beijo para o cumprimento de amigos e familiares. Os cidadãos beijavam a mão do Imperador e, naturalmente, as pessoas beijavam seus parceiros. 

Os romanos tinham três categorias para o beijo:

*osculum era um beijo na bochecha

*basium era um beijo nos lábios

*savolium era um beijo profundo

O beijo também teve sua função nos primórdios da Igreja Cristã. Os cristãos com freqüência se cumprimentavam com um osculum pacis: beijo sagrado. De acordo com essa tradição, o beijo sagrado causava uma transferência de espírito entre as duas pessoas que se beijavam. A maioria dos pesquisadores acredita que o objetivo desse beijo era estabelecer vínculos familiares entre os membros da igreja e fortalecer a comunidade.

Até 1528, o beijo sagrado era parte da missa católica. No século XIII, a Igreja Católica o substituiu por um cumprimento de paz

A Reforma Protestante no século XVI removeu totalmente o beijo da prática protestante. Na verdade, o beijo sagrado não exercia uma função na prática católica religiosa moderna, embora alguns cristãos beijem símbolos religiosos, como o anel do Papa, por exemplo.

Embora, atualmente, poucos religiosos incorporem o beijo sagrado, o beijo ainda prevalece na cultura ocidental

Hoje em dia, as pessoas se beijam em várias situações por motivos diversos. Todavia, nem todos os beijos são felizes e de alegria. Obras da literatura como "Romeu e Julieta" descreveram beijos como "perigosos" ou "mortais" quando compartilhados com as pessoas erradas. Alguns estudiosos do folclore e críticos literários vêem o vampirismo como um símbolo dos perigos físicos e emocionais decorrentes de se beijar a pessoa errada.

O beijo está em todo lugar. Na história, literatura, religião, música, filmes, na tv, e até na astrologia, onde alguns acreditam que existem tipos de beijos para cada signo e que há combinações.


NA ARTE


Uma das mais famosas pinturas do mundo sobre o assunto é O beijo (original: Der Kuss, 1907-1908), a obra-prima de Gustav Klimt. Um quadro extremamente simbólico e belo, extravagante, dotado de erotismo e poesia. Cujo alguns especialistas afirmam que o quadro seria um retrato de Klimt com Emilie Flöge,(Viena, 1874 – Viena 1952) – eterna companheira e musa do artista.


O PRIMEIRO BEIJO DO CINEMA


Este foi o primeiro beijo do cinema. Do filme O Beijo (1896), filmado por Thomas Edison, com apenas 26 segundos. O filme foi protagonizado por John C. Rice e May Irwin. Na época, beijar era uma coisa para se fazer apenas entre 4 paredes.


SAIBA MAIS AQUI

Fonte: Superinteressante, Obvious

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ROMA ANTIGA

LOCALIZAÇÃO E POVOAMENTO


  • ·         PENÍNSULA ITÁLICA
  • ·         LONGA FAIXA DE TERRA
  • ·         FORMATO DE BOTA
  • ·         MAR MEDITERRÂNEO AO SUL
  • ·         MONTANHAS AO NORTE
  • ·         MAR ADRIÁTICO À LESTE
  • ·         MAR TIRRENO À OESTE


A ORIGEM DE ROMA SEGUNDO A LENDA


  • ·     NA CIDADE DE ALBA LONGA, UMA PRINCESA APAIXONOU-SE PELO DEUS MARTE (GUERRA) E TEVE GÊMEOS
  • ·    O TIO DAS CRIANÇAS TOMOU O TRONO E ATIROU AS CRIANÇAS NO RIO TIBRE
  • ·     UMA LOBA AMAMENTOU AS CRIANÇAS
  • ·  UM PASTOR ENCONTROU E CRIOU AS CRIANÇAS QUE SE CHAMAVAM RÔMULO E REMO
  • ·    OS MENINOS CRESCERAM, VOLTARAM A ALBA LONGA E RETIRARAM O TIO DO TRONO DEVOLVENDO O TRONO PARA O AVÔ
  • ·   FUNDARAM ROMA , OS DOIS BRIGARAM E RÔMULO MATOU REMO E SE TORNOU O REI DE ROMA


A FUNDAÇÃO DE ROMA
  • ·         SÉCULO X a.C
  • ·         VÁRIAS ALDEIAS PERTO DO RIO TIBRE
  • ·         HABITADAS POR LATINOS QUE VIVIAM DO PASTOREIO
  • ·         SÉCULO VIII a.C, SOB AMEAÇA DOS SABINOS , FUNDARAM ROMA

A MONARQUIA ROMANA
  • ·         OS ETRUSCOS REINARAM EM ROMA
  • ·         ROMA PROSPEROU E SE MODERNIZOU
  • ·         DOS ETRUSCOS HERDARAM A ENGENHARIA E A ADIVINHAÇÃO

A SOCIEDADE ROMANA NA ÉPOCA DA

MONARQUIA


  • ·    PATRÍCIOS: NOBRES, DONOS DE TERRA, GADO E DIREITOS POLÍTICOS (CONTROLAVAM O SENADO)
  • ·  PLEBEUS: MAIORIA DA POPULAÇÃO, AGRICULTORES, ARTESÃOS E MERCADORES E NÃO TINHAM DIREITOS POLÍTICOS. PODIAM SER ESCRAVOS POR DÍVIDAS.
  • ·  CLIENTES: ERAM PROTEGIDOS DE UM CHEFE DE FAMÍLIA QUE TINHA PODERES E PRESTÍGIO (PATRONO)
  • ·     ESCRAVIZADOS: PRISIONEIROS DE GUERRAS OU ENDIVIDADOS

A POLÍTICA NA MONARQUIA ROMANA
  • ·        O REI GOVERNAVA JUNTO AO SENADO E UMA ASSEMBLEIA
  • ·        SENADO: CHEFES DE FAMÍLIAS PATRÍCIAS
  • ·       ASSEMBLEIAS: SOLDADOS COM ATÉ 45 ANOS
  • ·      O PODER DO REI NÃO ERA HEREDITÁRIO
  • ·      O SENADO E A ASSEMBLEIA DECIDIAM QUEM SERIA O SUCESSOR DO REI
  • ·      OS PATRÍCIOS DERRUBARAM O REI ETRUSCO, TARQUÍNIO, E FUNDARAM A REPÚBLICA ROMANA

A REPÚBLICA ROMANA


  • ·     MAGISTRADOS: cônsules, pretores, questores, edis e censores
  • ·   DITADOR: governava por seis meses em tempos de guerra (eleito pelo senado)
  • ·    SENADO: 13 membros vitalícios (patrícios), controlavam as finanças e as guerras e paz.


A ASSEMBLEIA REPUBLICANA DE ROMA


  • ·         ASSEMBLEIA DAS TRIBOS: elegia questores e edis
  • ·      ASSEMBLEIA CENTURIATA: unidades do exército, votava sobre guerras, acordos de paz e elegia cônsules
  • ·    ASSEMBLEIA DA PLEBE: formada por plebeus e votava assuntos de interesse da plebe.
  • ·         MULHERES E ESCRAVOS EXCLUÍDOS DA POLÍTICA


AS LUTAS SOCIAIS


  • ·         PLEBEUS MAIORIA DA POPULAÇÃO
  • ·         PAGAVAM IMPOSTOS E SERVIAM AO EXÉRCITO
  • ·         NÃO TINHAM CARGOS IMPORTANTES NO GOVERNO
  • ·         NÃO PODIAM CASAR COM PATRÍCIOS
  • ·         ERAM FORÇADOS A IR A GUERRA
  • ·         DEIXAVAM SUAS PROPRIEDADES
  • ·         SE ENDIVIDAVAM E ERAM ESCRAVIZADOS POR DÍVIDAS

AS CONQUISTAS DOS PLEBEUS 

(ATRAVÉS DE REVOLTAS)


  • ·  ELEGER O TRIBUNO DA PLEBE (MAGISTRADO) PARA ANULAR LEIS CONTRÁRIAS AOS PLEBEUS
  • ·     LEI DAS DOZE TÁBUAS – PRIMEIRAS LEIS ESCRITAS DE ROMA
  • ·     LEI CANULEIA- PERMITIA CASAMENTO ENTRE PATRÍCIOS E PLEBEUS
  • ·  LEIS LICÍNIAS-SÉXTIAS – UM DOS DOIS CÔNSULES TINHA QUE SER PLEBEU. CANCELAVA PARTE DAS DÍVIDAS DE PLEBEUS COM PATRÍCIOS
  • ·      FORMOU-SE UMA NOVA ARISTOCRACIA DE PLEBEUS ENRIQUECIDOS

ROMA CONQUISTA A ITÁLIA E O MUNDO

Júlio César

  • ·       ROMANOS GUERREAVAM POR TERRA E ROTAS DE COMÉRCIO
  • ·       AS TERRAS CONQUISTADAS ERAM PÚBLICAS
  • ·      OS POVOS VENCIDOS ENTRAVAM PARA O EXÉRCITO ROMANO
  • ·      CONQUISTARAM A PENÍNSULA ITÁLICA (SÉC. V – III a.C)
  • ·  DISPUTAVA O CONTROLE DO COMÉRCIO PELO MEDITERRÂNEO COM CARTAGO (GUERRAS PÚNICAS – PUNICI=FENÍCIOS)
  • ·   OS ROMANOS VENCERAM A GUERRA E FIZERAM OS CARTAGINESES DE ESCRAVOS
  • ·     CARTAGO TORNOU-SE PROVÍNCIA DE ROMA
  • ·     CONQUISTARAM MACEDÔNIA, GRÉCIA E PARTE DA ÁSIA MENOR
  • ·    JÚLIO CÉSAR CONQUISTA A GÁLIA (FRANÇA E BÉLGICA), INVADE EGITO E NORTE DA ÁFRICA
  • ·     CONQUISTARAM TODO O MEDITERRÂNEO

MUDANÇAS NA VIDA DOS ROMANOS
  • ·     O ESTADO ENRIQUECEU COM OS IMPOSTOS, TERRAS, OURO , PRATA...
  • ·    OS CAVALEIROS (DA CAVALARIA) ENRIQUECERAM GRAÇAS AO COMÉRCIO E COBRANÇA DE IMPOSTOS AO POVO CONQUISTADO
  • ·     AUMENTO DA ESCRAVIDÃO
  • ·     CONCENTRAÇÃO DE TERRAS NAS MÃOS DE POUCOS


DIFERENÇA ENTRE CIDADANIA ROMANA E 

ATENIENSE
  • ·  ATENAS: BASTAVA SER FILHO DE PAIS ATENIENSES E HABITAR O TERRITÓRIO DE ATENAS
  • ·      ROMA: A CIDADE DE ROMA É QUE ESTABELECIA OS DIRETOS E DEVERES DE SEUS ALIADOS E O TIPO DE CIDADANIA


ESCRAVISMO E GRANDE PROPRIEDADE
  • ·         ESCRAVOS: PRISIONEIROS DE GUERRA
  • ·  GRANDES PROPRIEDADES ESCRAVISTAS ADMINISTRADAS POR UM CAPATAZ QUE ERA UM ESCRAVO COM DIREITOS ESPECIAIS – EX: CASAR
  • ·         PEQUENA PROPRIEDADE PARA SUBSISTÊNCIA
  • ·         ESCRAVOS ERAM MAIORIA
  • ·         HAVIA TRABALHADORES LIVRES

A RESISTÊNCIA À ESCRAVIDÃO


  • ·         REVOLTA DE ESCRAVOS NO SUL DA PENÍNSULA ITÁLICA
  • ·         LÍDER: ESPÁRTACO – CAPTURADO PELOS ROMANOS NA GRÉCIA
  • ·         ESPÁRTACO TORNOU-SE GLADIADOR POR SER FORTE E CORAJOSO
  • ·         ESCRAVOS LUTAVAM POR SUA LIBERDADE
  • ·         ROMANOS VENCERAM
  • ·         ESPÁRTACO E SEUS SEGUIDORES – PRESOS E CRUCIFICADOS

A LUTA PELA TERRA ATRAVÉS DAS GUERRAS – 

CRISE REPUBLICANA


  • OS RICOS FORMAVAM FAZENDAS ESCRAVISTAS
  • OS PEQUENOS AGRICULTORES TINHAM PREJUÍZO – MORRIAM EM COMBATE OU ENCONTRAVAM SUAS TERRAS INVADIDAS
  • O NÚMERO DE POBRES NAS CIDADES E NO CAMPO AUMENTOU
  • ESCRAVOS SUBSTITUÍRAM OS TRABALHADORES
  • CAIO GRACO – TRIBUNO DA PLEBE- FEZ REFORMA AGRÁRIA, DEU CIDADANIA ROMANA A ALGUNS POVOS ALIADOS E OBRIGAVA O GOVERNO A PAGAR OS EQUIPAMENTOS DOS SOLDADOS NAS GUERRAS
  • CAIO GRACO FOI PERSEGUIDO E PEDIU QUE UM ESCRAVO O MATASSE PARA NÃO SER MORTO PELOS INIMIGOS



A ASCENSÃO DOS MILITARES – 

CRISE REPUBLICANA
  • ·  O CÔNSUL MÁRIO OFERECEU SALÁRIO A QUEM SE ALISTASSE NO EXÉRCITO ROMANO
  • · OS SOLDADOS RECEBIAM PARTE DOS SAQUES E DAS TERRAS CONQUISTADAS
  • ·   OS SOLDADOS TORNARAM-SE LEAIS AOS GENERAIS
  • ·   OS GENERAIS PUDERAM DISPUTAR O PODER POLÍTICO
  • · O GENERAL JÚLIO CÉSAR SE DESTACOU – CONQUISTOU A GÁLIA (FRANÇA E BÉLGICA)



EPISÓDIO DE ASTERIX E OBELIX –

A CONQUISTA DE CÉSAR



  • JÚLIO CÉSAR CONTRA O SENADO
  •  PRIMEIRO TRIUNVIRATO – CÉSAR, POMPEU E CRASSO (GENERAIS)
  • CONTROLE DE ROMA
  • CRASSO MORRE
  • CÉSAR X POMPEU – DISPUTAM O PODER
  • CÉSAR GANHOU
  • FEZ REFORMAS QUE O TORNARAM POPULAR (DOOU TERRAS A MILITARES E PLEBEUS)
  • OS SENADORES ACUSARAM CÉSAR DE TRAIR A REPÚBLICA ROMANA
  • MANDARAM MATAR CÉSAR
  • SEGUNDO TRIUNVIRATO (OTÁVIO, MARCO ANTÔNIO E LÉPIDO (GENERAIS)
  • OTÁVIO X MARCO ANTÔNIO E CLEÓPATRA (RAINHA DO EGITO)
  • OTÁVIO VENCEU E EXIGIU O TÍTULO DE PRÍNCIPE E DE AUGUSTO (VENERADO) E IMPERADOR


O IMPÉRIO ROMANO


  • PERMANÊNCIAS: ROMA CENTRO DO PODER, AS ELITES DE ROMA COLABORAVAM OU DISPUTAVAM COM AS ELITES DAS PROVÍNCIAS, O SENADO PERDEU PARTE DAS FUNÇÕES E OS SENADORES CONTINUARAM A SER ESCOLHIDOS PELA ARISTOCRACIA ITALIANA
  • MUDANÇAS: O PODER É DO IMPERADOR, A PLEBE PERDE O PODER DE PROPOR E VOTAR LEIS, ELITES SE ALIARAM AO IMPERADOR PARA CONSEGUIR VANTAGENS.